Cultura
Salão de Abril começa em Fortaleza com arte nordestina e homenagem
Cultura
Uma das principais mostras de artes visuais do país começa hoje (29) sua edição de número 77 em Fortaleza, no Ceará. O Salão de Abril acontece no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim e traz obras de 38 artistas nordestinos, além de homenagear o trabalho do arquiteto Campelo Costa.

Com o tema “Acessibilidade Estética e Poética”, a programação tem ações formativas, shows, debates e exposições em vários espaços culturais de Fortaleza.
Acessibilidade
O evento parte da compreensão da acessibilidade como experiência estética e sensorial, ampliando as possibilidades de fruição, vivência e imersão nas obras tanto para pessoas com deficiência quanto para o público em geral. A iniciativa busca superar a visão da acessibilidade apenas como recurso técnico, afirmando-a também como dimensão artística da experiência cultural.
As obras selecionadas abrangem cerca de dez categorias, entre elas performance, instalação, escultura, videoarte, fotografia, pintura e têxtil, além de destacar três trabalhos de Campelo Costa. O arquiteto e artista plástico destacou-se ao coordenar obras em Fortaleza e em outras regiões do país, bem como projetos de requalificação urbana em sítios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ele, inclusive, foi premiado com seus trabalhos como desenhista em edições do salão ocorridas entre 1966 e 1968.
Diversidade
Em relação aos trabalhos selecionados, o Salão de Abril buscou ampliar o perfil racial e de gênero, dando visibilidade a artistas negros, indígenas, não binários, trans e travestis.
A exposição ficará aberta à visitação até o fim de julho, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 16h.
No site salaodeabril.com.br é possível acessar a programação completa.
Cultura
Viva Maria apresenta mulheres encantadas das lendas amazônicas
Inspirado pelas celebrações do Dia do Folclore Brasileiro, o Viva Maria desta segunda-feira, 24, mergulha no universo das lendas para conhecer algumas das figuras femininas que povoam o imaginário popular. Personagens que habitam as águas, as florestas e as noites amazônicas e que, entre mistérios e encantamentos, atravessam gerações.
A viagem começa nas águas, com a lenda da Vitória-Régia, a chamada “estrela das águas”. Depois, segue pela floresta para conhecer a história de Açaí, personagem que, segundo a tradição popular, teria dado nome a um dos frutos mais conhecidos da Amazônia.
E tem mais mistério pela frente. O Viva Maria encontra a Matita Perê, figura cercada por assobios, histórias de assombração e pelo famoso pedido de tabaco. Para fechar o percurso, é hora de mergulhar nos rios ao encontro de Iara, a mãe d’água que, com seu canto, encanta e também assusta.
Para além das lendas, o programa lembra que o folclore também está presente nas comidas, nas festas, nas cantigas, nas danças, nas brincadeiras, nos brinquedos feitos à mão, nos ditos populares e nos saberes transmitidos de geração em geração.

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