Várzea Grande
Várzea Grande inicia Semana Junho PETI com ações de conscientização contra o trabalho infantil
Várzea Grande
Várzea Grande iniciou nesta segunda-feira (22) a programação da Semana Junho PETI, campanha voltada ao combate ao trabalho infantil e à conscientização da população sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes. A iniciativa é realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Proteção Social Especial (CREAS), e segue até o dia 26 de junho.
A abertura da campanha foi marcada por uma ação de conscientização no Aeroporto Internacional Marechal Rondon e no Terminal André Maggi. Durante a mobilização, equipes da Assistência Social distribuíram materiais informativos e orientaram passageiros, trabalhadores e usuários dos terminais sobre a identificação de casos de trabalho infantil, a importância da denúncia e o papel da rede de proteção.
Ao longo da semana, a programação contará ainda com oficinas socioeducativas em escolas estaduais, palestras e outras atividades educativas voltadas à prevenção dessa violação de direitos. Um dos destaques será a palestra da coordenadora do Comitê Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CETRAP-MT), Dulce Regina de Amorim, que abordará os desafios da prevenção e do enfrentamento ao trabalho infantil.
A campanha reforça que garantir às crianças e aos adolescentes o direito à educação, ao lazer, à convivência familiar e ao desenvolvimento saudável é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade.
Em casos de suspeita ou confirmação de trabalho infantil, as denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou junto aos órgãos de proteção do município.
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Diagnóstico revela potencial da apicultura para fortalecer a agricultura familiar em Várzea Grande
Um diagnóstico elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), revelou que a cadeia produtiva da apicultura em Várzea Grande possui grande potencial para ampliar a geração de renda no campo. No entanto, o estudo também identificou entraves estruturais que ainda impedem o crescimento da atividade.
O levantamento, realizado entre abril e junho deste ano, identificou apicultores em atividade nas comunidades rurais Formigueiro, P.A. Dorcelina Folador, P.A. Sadia I e P.A. Sadia III. Além disso, mapeou a produção local, os principais desafios enfrentados pelos produtores e as oportunidades para fortalecer o setor.
Entre os principais gargalos está a ausência de uma Casa do Mel no município. Sem uma unidade de beneficiamento e o Selo de Inspeção Municipal (SIM), os apicultores ficam impedidos de agregar valor à produção e de comercializar o mel em supermercados, farmácias e outros estabelecimentos, além de perderem a oportunidade de explorar economicamente derivados como própolis, cera e geleia real.
“A Casa do Mel é uma unidade de beneficiamento que permite processar, envasar e certificar o mel dentro das normas sanitárias. Com ela, os apicultores podem vender a produção para supermercados, farmácias e programas públicos, agregando valor ao produto e ampliando a renda no campo. Hoje, a ausência dessa estrutura é o principal entrave para o crescimento da apicultura em Várzea Grande, e queremos ajudar esses pequenos produtores a conquistar essa estrutura”, afirma o secretário Ricardo Amorim.
O diagnóstico também mostra que o mel é comercializado diretamente nas propriedades rurais, em embalagens de um litro, com preço médio de R$ 100, evidenciando o potencial econômico da atividade para fortalecer a agricultura familiar.
O coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Leandro Silva, destaca que o estudo oferece um panorama inédito da apicultura no município e aponta caminhos para o fortalecimento da cadeia produtiva.
“Identificamos os principais desafios enfrentados pelos apicultores e as oportunidades para o setor. A implantação da Casa do Mel e a obtenção do Selo de Inspeção Municipal são medidas estratégicas para ampliar a produção, abrir novos mercados e fortalecer a agricultura familiar”, ressalta.
Além da necessidade de uma unidade de beneficiamento, o diagnóstico aponta outros desafios, como os longos períodos de estiagem, que reduzem a florada do Cerrado, e o alto custo dos insumos utilizados no manejo das colmeias. O documento também recomenda a criação de núcleos de produtores e o fortalecimento de parcerias institucionais para ampliar a produtividade e consolidar a apicultura como uma alternativa sustentável de geração de emprego, renda e desenvolvimento no meio rural de Várzea Grande.
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