Cuiabá
Complexo Passaredo celebra Dia das Crianças com recreação e cultura
Cuiabá
Cerca de 180 crianças atendidas no Complexo Passaredo, em Cuiabá, vivenciaram uma manhã festiva nesta quinta-feira (9), com atrações, brincadeiras e guloseimas, em comemoração ao Dia das Crianças, celebrado no próximo domingo, 12 de outubro. A iniciativa da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reuniu também alguns pais e a equipe de professores que ministram os cursos no local.
Na programação, houve apresentação teatral do Grupo Lamarck, com Altyeri Dallys, o palhaço Teteko. O teatro apresentou uma dinâmica envolvente, com mensagens importantes sobre meio ambiente, família, escola e educação, tudo de forma lúdica e divertida. A garotada, atenta, interagiu com carinho e boas gargalhadas.
“É muito bom ver como o Complexo Passaredo tem se fortalecido com as ações culturais, esportivas e educativas que vêm sendo realizadas. Essa programação especial tem uma importância enorme para os nossos alunos. Ela não só valoriza o bairro, como também as crianças e a formação por meio da educação lúdica, uma forma leve e divertida de fazer com que as informações atinjam o objetivo. E isso é essencial, porque quando o aprendizado fica, as crianças entendem melhor e levam para a vida”, explicou a secretária adjunta de Cultura, Vilmara Vidica, a Bombom.
A secretária destacou ainda que o Complexo está cumprindo seu papel como um centro que leva arte, esporte e educação para a comunidade. “Ele é um espaço de apoio, de convivência, onde todos se sentem acolhidos”, frisou.
O coordenador do Complexo, Rosberg Rabelo Martins, ressaltou que a data de 12 de outubro é muito importante, principalmente para quem trabalha diretamente com o desenvolvimento infantil, e não poderia passar em branco. “A infância é um período que pede brincadeiras, leveza e descontração. Vivemos em um mundo cada vez mais digital, onde tudo está muito voltado para o eletrônico, para a internet. Por isso, é essencial proporcionarmos momentos assim, reais, no chão, na ponta, principalmente aqui na periferia, onde há muitas crianças e uma forte necessidade dessas vivências”, afirmou.
Para Arthur dos Santos, de 11 anos, estava tudo muito legal. “Eu gosto daqui, participo do futebol kids. Meus pais sempre me incentivaram a praticar esportes, porque é bom para a saúde, e a gente faz amizades, se distrai. Essa ação para comemorar o Dia das Crianças é muito divertida. Vamos jogar entre nós, montamos equipes”, contou.
Maytana Marques Queiroz tem o filho Geovane, de 14 anos, participando do futebol no Complexo, e a filha Maysa, de 11, no vôlei kids. Para a família, o espaço é muito importante, tanto que ela fez questão de participar da programação voltada ao Dia das Crianças. “O esporte ajuda muito, encaminha para coisas boas. As crianças do bairro não ficam ociosas. Eu mesma participava das aulas de dança (zumba), mas tive que parar por conta do serviço, e sinto muita falta. Tive uma amiga que saiu da depressão com ajuda da dança. Pessoa com depressão se retrai muito, aqui faz amizades, conversa, começa a ver a vida de outra forma. Então, temos atividades que ajudam tanto as crianças quanto os adultos”, destacou.
O Complexo Passaredo foi reativado há cerca de 100 dias e tem buscado promover atividades voltadas à comunidade. Atende cerca de 260 pessoas matriculadas nos projetos, sendo quase 180 delas crianças.
A comunidade em geral é apoiadora e também “arregaça as mangas” em parceria com a equipe gestora da Secretaria Municipal de Cultura para que tudo aconteça.
Por trás do palhaço
“Eu conheci o teatro com oito anos de idade, numa igreja. Naquela época, eu queria ser o palhaço, mas não me deixaram porque eu era muito criança. Mesmo assim, em cada apresentação eu dizia pra mim mesmo, dentro do meu coração: ‘Um dia eu vou ser o palhaço. Um dia eu vou ser o palhaço’.” Esse era o sonho de Altyeri Dallys, servidor público há 10 anos, porteiro da EMEB Ana Teresa Arcos Krause.
Os anos passaram e, mais tarde, ele reencontrou o teatro. “E encontrei o palhaço. Hoje já são 22 anos que sou o palhaço Teteko, que sou artista. A arte, pra mim, não serve só pra mim. Ela tem que servir para o próximo. É muito gratificante poder levar informação, levar alegria, ver o sorriso de uma criança, de um adulto. Isso me dá paz”, relatou.
E completou: “Durante aqueles minutos, aquelas horas de apresentação, eu esqueço o mundo lá fora, que está tão violento, tão perturbado, e consigo levar algo bom para as pessoas. E não só pra elas, para mim também. Porque eu aprendo muito a cada apresentação.”
Para fazer o que mais gosta, divertir o público com sua irreverência, “o servidor público por profissão e palhaço por amor” procura conciliar o trabalho.
#PraCegoVer:
A foto exibe a equipe no palco do teatro e a plateia, composta por público infantojuvenil, ao fundo, em momento de descontração e encerramento da apresentação.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos
O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.
Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.
“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.
Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.
Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.
“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.
Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.
O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.
O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.
A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.
“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.
CCI Padre Firmo
No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.
Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.
O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.
A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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