Cultura
O Museu da Cultura Cearense é reaberto com exposição sobre quilombolas
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O Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar em Fortaleza, reabriu neste fim de semana com a exposição “Quilombolas: Tecendo Territórios de Liberdade”. 

Na mostra, o quilombo é retratado não apenas como espaço histórico, mas também como território de experiências do presente. A exposição apresenta um acervo de 137 agrupamentos do estado cearense.
Uma das curadoras da mostra, Cícera Barbosa, destaca a luta quilombola atual, que atravessa o tempo para além do período colonial.
A mostra compartilha os modos de organização social do povo quilombola por meio de objetos, fotografias, entrevistas com os moradores dos territórios e vídeos, como o registro de crianças apresentando seus quilombos.
Entre as obras está o trabalho de Matheus Ribs, que ressignifica a bandeira nacional, substituindo “ordem e progresso” por “KilomboAldeya”. A curadora fala sobre o conceito da “roça de ideias”, mostrando que a população que está no campo é que são os verdadeiramente ricos.
A exposição fica em cartaz até 25 de julho. A visitação é gratuita: de quarta a sexta, das 9h às 19h , e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. O Museu da Cultura Cearense fica dentro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
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Artistas comentam desafios e oportunidades na carreira
O Dia do Artista, comemorado em 24 de agosto, chama atenção para a importância daqueles que transformam criatividade e talento em trabalho. Marcele Catarini, desde os três anos, é bailarina e hoje é professora de dança. Ela comenta como se profissionalizar na área.

“Trabalhar com a arte tem suas dificuldades, porém ser artista é mais uma necessidade íntima e inevitável de expressão do que algo como trabalho. Mas, claro, somos artistas profissionais que persistem em meio a muita desvalorização e descaso ainda. Mas sabemos que um dia melhorará.”
A dedicação e a formação são importantes para quem deseja seguir carreira artística, mostrando que o desenvolvimento de habilidades e a busca por conhecimento são fundamentais para conquistar espaço no mercado. Alcivã Moraes, do município de Guarapé-Miri, é pintor e desenhista há 19 anos e fala sobre as oportunidades de trabalhar com a arte.
“A partir dos três, eu comecei a me interessar muito pela pintura. Por conta própria, eu pintava em tecidos, comprava algumas tintas de tecido que não eram tintas adequadas, mas era só mesmo para seguir a paixão, o amor à arte. Daí, então, fui fazendo alguns trabalhos. Tudo começou na escola, sendo fundamental: trabalhos que eu fazia muito para os colegas de ciências, inclusive alguns concursos também de que a escola participava, intermunicipais, a respeito de desenho artístico e outros tipos de concursos. E eles me colocavam.”
O mercado de trabalho artístico oferece diversas possibilidades, mas viver da própria produção exige planejamento, persistência e criatividade. Além dos artistas que criam e apresentam suas obras, a produção cultural também envolve professores, críticos, diretores e outros profissionais que contribuem para fortalecer a arte na sociedade.
Para quem sonha em viver de criatividade, o caminho envolve experiência, dedicação e busca constante por novas oportunidades.
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