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Referência do carnaval pernambucano, maestro Lessa morre aos 87 anos

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O carnaval pernambucano está de luto com o falecimento do maestro Lessa, referência para a folia de Momo em Recife e Olinda.

O velório do Maestro está acontecendo nesta quarta-feira (23), no Morada da Paz Essencial, no bairro de Santo Amaro, em Recife. O enterro está previsto para 15h, no cemitério localizado no mesmo bairro.

Maestro Lessa faleceu nessa terça-feira, aos 87 anos. Sofreu um mal súbito, segundo familiares. Ele dedicou mais de 65 anos de sua vida ao frevo de Pernambuco. 

Pelas redes sociais, vários blocos, troças, agremiações carnavalescas e, claro, milhares de foliões lamentaram o falecimento do maestro e agradeceram o empenho do músico em comandar a alegria do carnaval de Pernambuco.

Em nota, a Prefeitura do Recife lamentou a morte do músico e regente, que se dedicou por quase sete décadas a fazer o frevo pulsar pelas ruas de várias cidades pernambucanas durante o carnaval. Já a Secretaria Estadual de Cultura disse que Lessa deixa um legado para o frevo.

O Paço do Frevo, museu e centro de referência em salvaguarda do ritmo, lembrou que Lessa dizia que “enquanto Deus não o levasse, ele ia fazer carnaval”; e ele cumpriu sua promessa regendo, entre fevereiro e março deste ano, vários grupos carnavalescos.

Figura histórica do carnaval

Um dos mais antigos maestros do carnaval pernambucano, José Bezerra da Silva começou na adolescência sua história nos acordes do frevo, aos 18 anos, na cidade pernambucana de Nazaré da Mata, quando escolheu o trombone como instrumento.

Sua função como regente de orquestras de frevo começou no início dos anos 90, e foi também nessa época que fundou seu próprio grupo musical de carnaval: a Orquestra do Maestro Lessa, que por mais de 30 anos fez a trilha sonora de vários blocos e troças tradicionais do carnaval pernambucano.

Com sua orquestra, ele esteve à frente de grupos e agremiações carnavalescas como a Troça Carnavalesca Mista Tá Maluco, Amantes de Glória México Peru, Pitombeira e do Clube Vassourinhas de Olinda. Com sua energia e disposição, ele regia vários blocos em um mesmo dia. 


Fonte: EBC Cultura

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Com açúcar: relação de avós e netos é marcada pelo afeto e admiração

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A relação entre avós e netos é uma experiência vivida de diferentes formas, mas que costuma deixar marcas profundas.

Os números do último Censo Demográfico mostram que, na Bahia, pelo menos 650 mil avós e avôs moram com os netos, segundo a Supervisora de Disseminação de Informações do IBGE na Bahia, Mariana Viveiros.

“Em quase todas essas situações são os avós os responsáveis pelo domicílio, como figura de liderança na casa, embora tenha um número de avós que moram em domicílios chefiados pelos netos, como se os netos estivessem cuidando dos avós. Mas quase a totalidade são os avós que chefiando os domicílios. As avós mulheres são 70% dos avós que moram com os netos. E não necessariamente são avós e avôs idosos. Tem uma participação importante de pessoas de menos de 60 anos que já são avós e moram com seus netos”.

A jornalista Sandra Mercês mora com a avó desde a infância e de lá para cá foi construindo uma relação marcada pelo afeto e a admiração.

“Morar com minha avó é querer viver dentro do abraço dela. É ver o cuidado, o amor dela em cada detalhe. No cheirinho de comida pela casa. Naquela pergunta simples: ‘você já comeu?’ Na bronca que ela dá, que é uma bronca por conta do cuidado, no abraço que faz a gente se sentir seguro. Minha avó é muito ela, é muito intensa, ela fala do jeitinho dela, mas de um jeitinho bonito. Ela cuida de cada detalhe da casa como se quisesse guardar os netos em um potinho”.

A avó de Sandra, dona Ivanilde Conceição, de 68 anos, também tem outros netos com quem compartilha a rotina dentro de casa.

“Tenho seis netos. Três moram comigo e três moram com os pais.  Eu amo muito meus netos quando venho aqui em casa me visitar. Brinco, caduco, faço tudo.”

O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho, data associada à Santa Ana e São Joaquim, considerados pela tradição católica os avós de Jesus Cristo.


Fonte: EBC Cultura

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