Cultura
Viva Maria: “Nos fios do invisível” ganha exposição em SP
Cultura
O livro Nos fios do invisível, de Alessandra Roscoe ilustrado pelo Grupo Matizes Dumont a partir dos desenhos de Demóstenes Dumont , está em exposição no Instituto Poá Origens, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.
Jornalista, escritora e mediadora de leitura, Alessandra, começou sua trajetória profissional na Rádio Nacional. Nesta edição do programa ela fala sobre a obra, que trata com extrema delicadeza da adoção e os laços de afeto que se constroem para além da gestação biológica. Na narrativa, a poesia aparece como um fio capaz de unir mãe e filha e transformar o coração em território de pertencimento.
As imagens do livro ganharam forma pelas mãos das bordadeiras do Grupo Matizes Dumont, representado na entrevista por Sávia Dumont, ela traduz com extrema sensibilidade a arte de transformar palavras e sentimentos em bordados.
Também participa do programa Selma Jorge, do Instituto Poá Origens, espaço que recebe o lançamento da exposição. Ela apresenta a proposta do Instituto, dedicado à valorização da criação manual, da ancestralidade e das diferentes formas de expressão artística.

Cultura
Artistas comentam desafios e oportunidades na carreira
O Dia do Artista, comemorado em 24 de agosto, chama atenção para a importância daqueles que transformam criatividade e talento em trabalho. Marcele Catarini, desde os três anos, é bailarina e hoje é professora de dança. Ela comenta como se profissionalizar na área.

“Trabalhar com a arte tem suas dificuldades, porém ser artista é mais uma necessidade íntima e inevitável de expressão do que algo como trabalho. Mas, claro, somos artistas profissionais que persistem em meio a muita desvalorização e descaso ainda. Mas sabemos que um dia melhorará.”
A dedicação e a formação são importantes para quem deseja seguir carreira artística, mostrando que o desenvolvimento de habilidades e a busca por conhecimento são fundamentais para conquistar espaço no mercado. Alcivã Moraes, do município de Guarapé-Miri, é pintor e desenhista há 19 anos e fala sobre as oportunidades de trabalhar com a arte.
“A partir dos três, eu comecei a me interessar muito pela pintura. Por conta própria, eu pintava em tecidos, comprava algumas tintas de tecido que não eram tintas adequadas, mas era só mesmo para seguir a paixão, o amor à arte. Daí, então, fui fazendo alguns trabalhos. Tudo começou na escola, sendo fundamental: trabalhos que eu fazia muito para os colegas de ciências, inclusive alguns concursos também de que a escola participava, intermunicipais, a respeito de desenho artístico e outros tipos de concursos. E eles me colocavam.”
O mercado de trabalho artístico oferece diversas possibilidades, mas viver da própria produção exige planejamento, persistência e criatividade. Além dos artistas que criam e apresentam suas obras, a produção cultural também envolve professores, críticos, diretores e outros profissionais que contribuem para fortalecer a arte na sociedade.
Para quem sonha em viver de criatividade, o caminho envolve experiência, dedicação e busca constante por novas oportunidades.
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