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Estudante da Escola Técnica de Cuiabá se destaca em competição científica com projeto voltado ao monitoramento ambiental

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O estudante Gabriel Henrique, aluno do curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cuiabá, conquistou reconhecimento durante a Olimpíada Científica de Integração Nacional (Ocina), ao ser premiado na categoria Solução Destaque com o projeto Eco Guardiões.

Além de estudante, Gabriel também atua como estagiário na própria instituição de ensino, onde desenvolve atividades de suporte técnico, auxiliando na infraestrutura tecnológica e na organização dos equipamentos da escola. Segundo ele, a formação ofertada pela Etec tem ampliado seus conhecimentos em programação, análise de sistemas e desenvolvimento tecnológico.

O projeto Eco Guardiões foi desenvolvido com foco no monitoramento ambiental, utilizando inteligência artificial para acompanhar e documentar, em tempo real, ocorrências de queimadas em Mato Grosso.

“O diferencial do nosso projeto foi justamente contribuir com o meio ambiente. Criamos uma solução voltada ao acompanhamento das queimadas utilizando recursos tecnológicos e inteligência artificial”, explicou Gabriel.

Durante o desenvolvimento da proposta, os participantes tiveram contato com ferramentas tecnológicas avançadas, incluindo agentes de inteligência artificial e plataformas de desenvolvimento colaborativo. A experiência também permitiu a ampliação da rede de contatos profissionais e o intercâmbio de conhecimentos entre estudantes de diferentes localidades.

Para Gabriel, a conquista representa um marco em sua trajetória acadêmica e profissional. “A emoção foi muito grande. É uma experiência que agrega ao currículo e abre novas perspectivas para o futuro. Sou muito grato à Etec pelas oportunidades que tenho recebido. Participar desse projeto e dessa competição mudou minha visão sobre o que posso alcançar”, destacou.

Fonte: Governo MT – MT

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Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín

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Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.

* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Prefeitura de Medellín.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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