Mato Grosso

Obras em Complexo Viário do Leblon avançam em três frentes

Publicado em

Mato Grosso

Com o objetivo de resolver gargalos do trânsito nas duas pontas da Trincheira Jurumirim, as obras do Complexo Viário do Jardim Leblon seguem em três frentes. O avanço das obras permitiu a liberação do trânsito na alça de acesso a Avenida Miguel Sutil, ao lado da loja da Honda.

Nesse ponto, foi finalizada a construção do muro de contenção do aterro implantado para viabilizar o alargamento de um dos lados do viaduto. Agora, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) atua na construção de um pequeno elevado que dará acesso à terceira faixa do outro lado da via.

A estrutura do elevado está pronta e o trabalho agora é para fazer o muro de contenção da pista de acesso e também os acabamentos.

O objetivo dessas intervenções é permitir que motoristas que trafegam pela Trincheira Jurumirim possam acessar diretamente a Avenida do CPA. Atualmente, quem está na Avenida Miguel Sutil e deseja descer para a Avenida do CPA precisa passar por toda a parte superior da trincheira, incluindo duas rotatórias.

Com a conclusão das obras, será possível sair da trincheira, cruzar por baixo do novo elevado e acessar a Avenida Historiador Rubens de Mendonça. Já os motoristas que estiverem na parte superior da trincheira e quiserem seguir pela Miguel Sutil utilizarão a nova alça, que será conectada à faixa adicional implantada no viaduto.

Outra frente de trabalho está localizada em frente ao Todimo Lar Center, onde será construída uma nova passagem de nível. A estrutura permitirá o retorno por baixo da Avenida Miguel Sutil, substituindo a antiga, que está sendo demolida. Durante essa etapa, o trânsito opera em meia pista.

A nova passagem também impactará o tráfego na Avenida do CPA, já que o retorno atualmente existente em frente ao Hotel Taiamã será desativado e substituído por essa nova conexão subterrânea.

Por fim, segue em andamento a escavação da trincheira na rotatória da Rua Boa Vista, via de acesso ao bairro Jardim Leblon. Essa estrutura permitirá que motoristas no sentido Coxipó–Rodoviária trafeguem por baixo da pista, eliminando o semáforo atualmente existente no local.

Em razão das obras, há bloqueios temporários com rotas alternativas sinalizadas. Para minimizar os transtornos aos motoristas, a Sinfra-MT firmou parceria com o aplicativo Waze, que informa em tempo real os pontos de interdição e sugere caminhos alternativos.

As obras do Complexo Viário do Jardim Leblon contam com investimento de R$ 105 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Semear e Colher

Publicados

em

Há anos, me atenho ao princípio de Semear e Colher, para enredar a interpretação que faço a respeito da trajetória humana na Terra. Existem várias teses sobre os atos em cotejo, imprimindo facetas ao ser humano. Muitas pessoas se gabam de, ao longo da vida, prestarem-se muito a Semear, atribuindo substancial importância a essa tarefa. Outros se orgulham das fartas Colheitas materiais e intelectuais que acumulam na trajetória humana, ressaltando que é a capacidade de coletar que importa. Os dois cenários são, efetivamente, muito importantes, mas o que não pode ser ignorado é que a colheita é resultado do que foi plantado e, eventual desajuste entre um ponto e outro, precisa ser refletido para permitir a adoção oportuna de eventuais medidas corretivas.É certo que, por vezes, semear causa frustrações, pois nem sempre o espaço material ou imaterial eleito para as ações é fértil e preparado para tal escopo. A colheita também pode ser marcada pelo insucesso. Semear e colher são fases inerentes ao ser humano, relacionadas ao labor operacional ou intelectual, em estreita sintonia com a natureza e, por vezes, exercendo mister filosófico-religioso, muitos homens e mulheres se especializam em uma ou outra atividade.São exímios trabalhadores, semeando ou colhendo bons frutos. Algumas pessoas especiais são semeadoras natas, ainda que sequer se apercebam disso. No cotidiano, pela prática, legam a todos que lhes cercam um estilo condizente com a missão divina. Semear nem sempre proporciona boa colheita. Por vezes, sequer qualquer colheita é possível. O incrédulo diz que não vale a pena semear em terreno infértil. Entende que é tempo perdido. Já o verdadeiro semeador tornará a realizar a missão, tantas e quantas vezes forem necessárias, mesmo que nenhum resultado satisfatório integre a sua visão de curto prazo. Aliás, esse semeador tem consciência de que todo terreno pode ser preparado para receber a semente e é esse, sem dúvida, seu maior foco.Mateus 13 descreve o sermão de Jesus sobre as sementes: “eis que um semeador saiu a semear e algumas sementes caíram ao longo do caminho; os pássaros vieram e as devoraram. Outras caíram em lugares pedregosos, onde não havia muita terra e imediatamente brotaram, pois não havia terra profunda. Quando o sol nasceu, queimaram-se e, porque não tinham raízes, murcharam. Outras caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. Finalmente, algumas caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um”.Nos tempos atuais, quando são disseminadas informações em volume gigantesco, algumas procedentes, outras dúbias e várias falsas, é bom lembrar das parábolas de Cristo. Nem sempre o que se propaga é semente selecionada e raramente o terreno preparado para recebê-las é o adequado. Além disso, existem semeadores de todas as estirpes e com interesses diversos.Alguns arautos da discórdia valem-se desses instantes para alimentação dos egos pessoais, sem se aterem às diversidades culturais e sociais de nossa gente. Espalham ódio como semente, a partir de aleivosias e retroalimentam o processo com as vozes de outros iguais que, irracionalmente, aplaudem os despautérios.Já os verdadeiros semeadores perseveram em cultivar seus valores. Mesmo plantando sementes nem tão produtivas, por conta de interferências externas, contribuem com as condutas positivas voltadas para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária, para que as pessoas de bem busquem o preparo adequado do solo, recepcionando as sementes lançadas, melhorando-as pelo trato e oportunizando, destarte, boas colheitas.Os humanos precisam entender essa dinâmica de semear e colher, em sintonia com a natureza ou sustentada por princípios filosóficos ou dogmas religiosos. Como mencionava Jean-Paul Sartre, “todos somos condenados a sermos livres”, mas alguns insistem em achar que podem manter-nos encarcerados aos seus dogmas. Para produzir bons frutos, é preponderante também o trato cultural em todos os ciclos da planta semeada. Não basta ter bom solo e semente selecionada. É fundamental que as ações para torná-lo produtivo façam parte da rotina. Isso só é possível com a exteriorização de exemplos positivos, porquanto não bastam meros discursos.Quando precisamos enfrentar desconformidades, mesmo aquelas resultantes das intervenções humanas no ciclo regular da vida, devemos considerar, no dia a dia, as ações de quem está semeando, na expectativa de colher e partilhar uma boa produção e, definitivamente, afastar os sinais externados pelas pessoas descompromissadas com a sobrevivência harmônica na Terra.Aqueles que se julgam diferentes se assumem soberanos, vilipendiando o próximo, tal qual nas “eras primitivas”, quando imperava o arbítrio. Nesse escopo, semeiam ódio contra algumas pessoas, pois não aceitam e nem querem admitir a igualdade daqueles que, por uma situação circunstancial ou mesmo interpretação social, apresentam certa diferença, comportamental ou física. E o mais grave é que o ódio disseminado prolifera, como erva daninha, germinando outras situações discriminatórias. Por isso, mais que nunca, precisamos separar “o joio do trigo” e semear aquilo que efetivamente é preciso colher para o bem-estar da sociedade, mormente em uma visão de longo prazo, mesmo após o encerramento da vida do semeador na Terra.*Edmilson da Costa Pereira é procurador de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA