Mato Grosso
Polícia Civil prende em flagrante homem que agrediu a ex-companheira após discussão
Mato Grosso
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nessa terça-feira (16.12), em Canarana, um homem, de 47 anos, suspeito de violência doméstica, após uma ocorrência registrada envolvendo agressões físicas, ameaças e intimidação contra sua ex-companheira, de 41 anos.
Conforme relato da vítima na Delegacia de Canarana, ela manteve um relacionamento marcado por separações e conflitos, tendo decidido encerrar definitivamente a relação nessa terça-feira. Após desentendimentos, a situação evoluiu para uma discussão em via pública, em frente à residência da mãe da vítima.
Durante a briga, o suspeito passou a proferir xingamentos, ameaças de morte e, em determinado momento, agrediu fisicamente a vítima, chegando a enforcá-la. A mulher relatou que sente dores pelo corpo em decorrência da violência sofrida.
Diante da gravidade dos fatos, a equipe policial realizou buscas e localizou o suspeito na residência de sua genitora, onde foi preso em flagrante. No local, os policiais encontraram uma arma de fogo do tipo espingarda, além de munições de diversos calibres, sem qualquer documentação legal.
Diante disso, o homem recebeu voz de prisão pelos crimes de violência doméstica, nos termos da Lei Maria da Penha, e também foi autuado por posse irregular de arma de fogo e munições.
O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia de Canarana, onde permanece à disposição da Justiça para as providências legais cabíveis.
“A Polícia Civil reforça a importância da denúncia em casos de violência doméstica e destaca que situações dessa natureza devem ser comunicadas imediatamente às autoridades competentes”, orientou o delegado Diogo Jobane Neto.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Promotor alerta para influência e riscos das redes sociais
Mais do que garantir acesso à internet, o desafio atual é proteger crianças e adolescentes dos riscos presentes no ambiente digital. A avaliação é do promotor de Justiça Thiago Marcelo, programa MP por Elas, realizado na quinta-feira (6), diretamente da Exposul, em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá). Ele abordou temas como exposição excessiva às redes sociais, influência dos algoritmos, violência sexual online e o papel da família e das instituições na proteção infantojuvenil.Segundo o promotor, a universalização da internet alterou completamente o foco das discussões sobre proteção infantojuvenil. “O desafio não é o acesso, mas a quantidade de informação recebida através dele”, afirmou. Para ele, a preocupação central é entender a influência exercida por conteúdos digitais, propagandas e influenciadores na formação de crianças e adolescentes, além dos riscos representados por pessoas que utilizam esses ambientes para se aproximar de possíveis vítimas.Novas vulnerabilidades – Thiago Marcelo observou que o excesso de informação e a velocidade com que ela circula acabam aumentando a vulnerabilidade dos jovens. De acordo com ele, muitas crianças sentem a necessidade de acompanhar tendências, desafios e temas populares para evitar a exclusão dentro dos próprios grupos sociais.Outro aspecto que exige atenção, segundo ele, é o funcionamento dos algoritmos das plataformas digitais. “Predadores informacionais utilizam essas informações sobre o que as crianças consomem para atacá-las do outro lado do vídeo”, alertou, defendendo que as particularidades de cada região sejam consideradas no enfrentamento dos riscos digitais.Durante a entrevista, o promotor também detalhou o funcionamento da rede de proteção à infância e adolescência. Ele explicou que o trabalho envolve instituições dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além do Ministério Público. Nesse contexto, órgãos como Conselho Tutelar, CRAS e CREAS atuam como portas de entrada para denúncias e encaminhamentos.“O Ministério Público, como guardião da sociedade, zela pelo interesse dessas crianças, ouve a rede e leva a demanda ao Poder Judiciário”, destacou.Família tem papel decisivo – o promotor enfatizou que a participação da família é indispensável para a proteção de crianças e adolescentes, tanto no ambiente físico quanto no digital. Segundo ele, os pais têm o dever de acompanhar e monitorar a rotina online dos filhos, identificando possíveis sinais de violência ou abusos. “Fiscalizar não é pejorativo, é um dever de vigilância”, ressaltou. Ao abordar a exposição de crianças nas redes sociais, especialmente aquelas que acumulam milhares de seguidores, o promotor de Justiça alertou para a necessidade de equilíbrio. Para ele, a preocupação surge quando a atividade virtual compromete outras dimensões importantes do desenvolvimento infantil.“A criança deve ter tempo para estudar, brincar, ter contato com os pais. Quando a internet rouba esses outros espaços, é um sinal amarelo”, observou. Nesses casos, segundo ele, é necessário avaliar se a atividade não está se convertendo em trabalho infantil digital.O promotor também reforçou que os crimes cometidos por meio da internet possuem a mesma gravidade dos praticados presencialmente. Em sua promotoria, por exemplo, somente durante o Maio Laranja de 2026, foram oferecidas 48 denúncias relacionadas a estupro de vulnerável e assédio sexual.Exposul – O MPMT está presente na 52ª Exposul, em Rondonópolis, com ações de conscientização e uma edição especial do projeto Diálogos com a Sociedade. Até esta sexta-feira (7), as entrevistas ao vivo ocorrem em um estúdio instalado próximo à arena de rodeio do Parque de Exposições Wilmar Peres. Além disso, o Ministério Público promove uma exposição fotográfica em homenagem à memória de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso, com o objetivo de sensibilizar os visitantes sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar a importância do engajamento permanente da sociedade na prevenção desses crimes. Outra iniciativa desenvolvida durante a feira é a instalação de placas com mensagens educativas e de conscientização nas mesas da praça de alimentação. Os materiais abordam temas de interesse social, como combate ao abuso infantil, violência doméstica, crime organizado, eleições, autismo, racismo, patrimônio público, combate à corrupção e preservação do meio ambiente.Assista à entrevista na íntegra aqui:
Fonte: Ministério Público MT – MT
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