Mato Grosso
“São Pedro da Cipa nunca recebeu tantos investimentos do Estado; são recursos que fazem a diferença”, afirma prefeito
Mato Grosso
O prefeito de São Pedro da Cipa (155 km de Cuiabá), Eduardo Português, afirmou que os investimentos do Governo de Mato Grosso têm feito uma diferença concreta na qualidade de vida dos moradores da cidade. Desde 2019, o município já recebeu R$ 67,1 milhões em recursos estaduais. Montante que, segundo o prefeito, é histórico.
“Nós ficamos felizes com todos os investimentos que o Governo tem feito para ajudar no crescimento dos municípios de Mato Grosso, e especialmente São Pedro da Cipa nunca foi tão bem agraciada como nos últimos sete anos. São recursos que fazem muita diferença e nós temos contado com essa parceria do Estado para levar o melhor para a população”, afirmou.
Nesta quinta-feira (5.2), São Pedro da Cipa recebeu mais R$ 4,3 milhões em novos investimentos do Governo de Mato Grosso, para o asfaltamento de ruas e avenidas em um residencial, do Distrito Industrial e Comercial, e a construção de calçadas em diversas ruas da cidade.
O anúncio dos convênios foi feito pelo vice-governador Otaviano Pivetta, que ressaltou que o Governo está investindo em todas as regiões do Estado para impulsionar o desenvolvimento regional e melhorias no dia a dia da população.
“A nossa presença aqui é simbólica e pode ser rápida, mas as ações do Governo começaram a chegar aqui no momento em que nós organizamos o Estado. Hoje Mato Grosso está nos trilhos e estamos investindo, melhorando a educação, a saúde, infraestrutura, segurança pública, e fazendo aquilo que é o dever do Estado, e vocês podem continuar contando com o Governo”, afirmou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou as medidas adotadas pelo Governo de Mato Grosso para alcançar o equilíbrio fiscal e garantir que o Estado voltasse a investir em melhorias nos 142 municípios.
“Foram necessários muitos ajustes, mas com coragem, seriedade, honestidade e responsabilidade sobre cada gasto de cada centavo do dinheiro público, transformamos Mato Grosso no estado que mais investe no Brasil, e esses investimentos estão se tornando melhorias para as pessoas, como educação de qualidade e estradas melhores, e esperamos que o Governo continue melhorando a vida da população cada dia mais”, pontuou.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e o deputado estadual Carlos Avallone também ressaltaram a importância das parcerias para fazer com que os investimentos cheguem aos municípios e melhorem a vida dos moradores.
Além dos novos convênios, a comitiva do Governo do Estado também levou serviços de cidadania à população, como emissão de documentos e orientações sobre os programas SER Família, geridos pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
Solenidade
Também acompanharam a agenda em São Pedro da Cipa os deputados estaduais Nininho, Sebastião Rezende, Thiago Silva e Fábio Tardim, e os secretários de Estado coronel César Roveri (Segurança Pública) e Klebson Gomes (Assistência Social e Cidadania), além de prefeitos e autoridades da região.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Semear e Colher
Há anos, me atenho ao princípio de Semear e Colher, para enredar a interpretação que faço a respeito da trajetória humana na Terra. Existem várias teses sobre os atos em cotejo, imprimindo facetas ao ser humano. Muitas pessoas se gabam de, ao longo da vida, prestarem-se muito a Semear, atribuindo substancial importância a essa tarefa. Outros se orgulham das fartas Colheitas materiais e intelectuais que acumulam na trajetória humana, ressaltando que é a capacidade de coletar que importa. Os dois cenários são, efetivamente, muito importantes, mas o que não pode ser ignorado é que a colheita é resultado do que foi plantado e, eventual desajuste entre um ponto e outro, precisa ser refletido para permitir a adoção oportuna de eventuais medidas corretivas.É certo que, por vezes, semear causa frustrações, pois nem sempre o espaço material ou imaterial eleito para as ações é fértil e preparado para tal escopo. A colheita também pode ser marcada pelo insucesso. Semear e colher são fases inerentes ao ser humano, relacionadas ao labor operacional ou intelectual, em estreita sintonia com a natureza e, por vezes, exercendo mister filosófico-religioso, muitos homens e mulheres se especializam em uma ou outra atividade.São exímios trabalhadores, semeando ou colhendo bons frutos. Algumas pessoas especiais são semeadoras natas, ainda que sequer se apercebam disso. No cotidiano, pela prática, legam a todos que lhes cercam um estilo condizente com a missão divina. Semear nem sempre proporciona boa colheita. Por vezes, sequer qualquer colheita é possível. O incrédulo diz que não vale a pena semear em terreno infértil. Entende que é tempo perdido. Já o verdadeiro semeador tornará a realizar a missão, tantas e quantas vezes forem necessárias, mesmo que nenhum resultado satisfatório integre a sua visão de curto prazo. Aliás, esse semeador tem consciência de que todo terreno pode ser preparado para receber a semente e é esse, sem dúvida, seu maior foco.Mateus 13 descreve o sermão de Jesus sobre as sementes: “eis que um semeador saiu a semear e algumas sementes caíram ao longo do caminho; os pássaros vieram e as devoraram. Outras caíram em lugares pedregosos, onde não havia muita terra e imediatamente brotaram, pois não havia terra profunda. Quando o sol nasceu, queimaram-se e, porque não tinham raízes, murcharam. Outras caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. Finalmente, algumas caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um”.Nos tempos atuais, quando são disseminadas informações em volume gigantesco, algumas procedentes, outras dúbias e várias falsas, é bom lembrar das parábolas de Cristo. Nem sempre o que se propaga é semente selecionada e raramente o terreno preparado para recebê-las é o adequado. Além disso, existem semeadores de todas as estirpes e com interesses diversos.Alguns arautos da discórdia valem-se desses instantes para alimentação dos egos pessoais, sem se aterem às diversidades culturais e sociais de nossa gente. Espalham ódio como semente, a partir de aleivosias e retroalimentam o processo com as vozes de outros iguais que, irracionalmente, aplaudem os despautérios.Já os verdadeiros semeadores perseveram em cultivar seus valores. Mesmo plantando sementes nem tão produtivas, por conta de interferências externas, contribuem com as condutas positivas voltadas para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária, para que as pessoas de bem busquem o preparo adequado do solo, recepcionando as sementes lançadas, melhorando-as pelo trato e oportunizando, destarte, boas colheitas.Os humanos precisam entender essa dinâmica de semear e colher, em sintonia com a natureza ou sustentada por princípios filosóficos ou dogmas religiosos. Como mencionava Jean-Paul Sartre, “todos somos condenados a sermos livres”, mas alguns insistem em achar que podem manter-nos encarcerados aos seus dogmas. Para produzir bons frutos, é preponderante também o trato cultural em todos os ciclos da planta semeada. Não basta ter bom solo e semente selecionada. É fundamental que as ações para torná-lo produtivo façam parte da rotina. Isso só é possível com a exteriorização de exemplos positivos, porquanto não bastam meros discursos.Quando precisamos enfrentar desconformidades, mesmo aquelas resultantes das intervenções humanas no ciclo regular da vida, devemos considerar, no dia a dia, as ações de quem está semeando, na expectativa de colher e partilhar uma boa produção e, definitivamente, afastar os sinais externados pelas pessoas descompromissadas com a sobrevivência harmônica na Terra.Aqueles que se julgam diferentes se assumem soberanos, vilipendiando o próximo, tal qual nas “eras primitivas”, quando imperava o arbítrio. Nesse escopo, semeiam ódio contra algumas pessoas, pois não aceitam e nem querem admitir a igualdade daqueles que, por uma situação circunstancial ou mesmo interpretação social, apresentam certa diferença, comportamental ou física. E o mais grave é que o ódio disseminado prolifera, como erva daninha, germinando outras situações discriminatórias. Por isso, mais que nunca, precisamos separar “o joio do trigo” e semear aquilo que efetivamente é preciso colher para o bem-estar da sociedade, mormente em uma visão de longo prazo, mesmo após o encerramento da vida do semeador na Terra.*Edmilson da Costa Pereira é procurador de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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