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Heterocromia Canina: A magia de um olhar único!

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Por Jéssica Lima

Quem nunca parou pra admirar um cachorro com um olho de cada cor? Um azul, outro castanho… parece até mágica! Essa característica tão diferente e encantadora tem nome: heterocromia. Pode parecer coisa rara, mas é mais comum do que se imagina — e não, não faz mal nenhum ao animal.

A heterocromia acontece por causa da quantidade de melanina, que é o pigmento responsável por dar cor à pele, aos pêlos e, claro, aos olhos. Quando a melanina se distribui de forma desigual, o resultado pode ser um par de olhos de cores diferentes ou até um único olho com duas cores.

Existem três tipos:

* Completa: quando cada olho tem uma cor diferente.

* Parcial: quando só uma parte da íris tem uma cor distinta.

* Central: quando o centro do olho tem uma cor e o contorno, outra.

Na maioria das vezes, isso é apenas uma característica estética. O cachorro enxerga normalmente e leva uma vida saudável como qualquer outro. No entanto, é bom ficar atento: se a mudança de cor nos olhos acontecer de repente, principalmente quando o cachorro já é adulto, pode ser sinal de algum problema de saúde — nesse caso, o ideal é procurar um veterinário.

Algumas raças têm mais chance de apresentar essa característica, como o Husky Siberiano, o Pastor Australiano, o Dálmata, o Border Collie e o Boiadeiro-Australiano. E sim, eles ficam ainda mais charmosos com esse olhar único!

Mas vale o lembrete: por mais lindo que seja um cachorro com heterocromia, a escolha de um pet deve levar em conta muito mais do que a aparência. Temperamento, energia, espaço disponível, tempo para cuidar… tudo isso importa muito mais do que a cor dos olhos. Um cachorro não é um acessório de moda — é um companheiro para a vida toda.

Então, se for adotar, adote com amor, consciência e responsabilidade. O brilho no olhar vem do carinho que ele vai receber.

*Jéssica Lima é graduada em Artes Visuais e atua como professora de arte, com ênfase em pintura em tela e mural. Com ampla experiência no ensino e na prática artística, dedica-se a inspirar seus alunos a explorarem a criatividade e a transformarem espaços por meio da arte.

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Gestão não é marketing

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Por Rodrigo de Arruda e Sá*

Vivemos a era da comunicação instantânea. Nunca foi tão fácil mostrar uma obra, anunciar uma ação ou divulgar uma agenda. As redes sociais aproximaram governantes e cidadãos, deram mais transparência ao poder público e permitiram que a população acompanhasse o dia a dia da administração quase em tempo real. Isso é positivo.

O problema começa quando a comunicação deixa de ser consequência da boa gestão e passa a ocupar o lugar dela. Administrar uma cidade exige muito mais do que produzir boas imagens, gravar vídeos ou publicar diariamente nas redes sociais. Exige planejamento, capacidade de execução e disposição para enfrentar problemas que, muitas vezes, não rendem curtidas nem manchetes.

O cidadão não escolhe um prefeito para produzir conteúdo. Escolhe para melhorar sua qualidade de vida. Espera ruas mais seguras, trânsito mais organizado, obras planejadas, serviços públicos eficientes e regras claras para quem deseja trabalhar, empreender e investir. A comunicação pode mostrar esses resultados, mas jamais substituí-los.

Existe uma diferença importante entre governar para aparecer e aparecer porque se governa bem. No primeiro caso, o foco está na repercussão de cada decisão. No segundo, a prioridade é resolver problemas concretos, mesmo que isso aconteça longe das câmeras. A história mostra que as melhores administrações foram lembradas pelas transformações que produziram, e não pelo volume de suas publicações.

Como contador e empresário, aprendi que resultados não podem ser medidos apenas pela aparência. Uma empresa não se torna sólida porque investe em propaganda, mas porque entrega qualidade, cumpre compromissos e conquista a confiança de seus clientes. Na administração pública acontece exatamente o mesmo. A credibilidade nasce da capacidade de entregar aquilo que foi prometido.

Isso não significa desprezar a comunicação. Pelo contrário. Uma gestão eficiente precisa prestar contas, explicar suas decisões e manter diálogo permanente com a sociedade. Mas a comunicação deve servir à gestão, e não a gestão servir à comunicação. Quando essa ordem se inverte, corre-se o risco de transformar o governo em uma campanha permanente.

A população percebe essa diferença. Pode até acompanhar um vídeo ou compartilhar uma publicação, mas forma sua opinião quando enfrenta o trânsito causado por uma obra mal planejada, quando espera por um serviço que não funciona ou quando encontra obstáculos desnecessários para resolver problemas simples. A experiência cotidiana pesa muito mais do que qualquer estratégia de marketing.

Uma boa administração não precisa escolher entre comunicar e governar. Precisa fazer bem as duas coisas, na ordem correta. Primeiro vêm as decisões acertadas, os resultados concretos e a melhoria da vida das pessoas. Depois vem a comunicação, com a função legítima de prestar contas à sociedade.

No fim das contas, o cidadão não espera um influenciador digital ocupando o cargo de prefeito. Espera um gestor capaz de resolver problemas, planejar o futuro e construir uma cidade melhor. Porque, ao final de cada mandato, não são os vídeos publicados que permanecem na memória da população, mas os resultados que ela encontrou nas ruas onde vive.

*RODRIGO DE ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.

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