Mato Grosso
Pesquisadora desenvolve linha de cosméticos e investe em marketing para divulgar empreendimento com apoio da Desenvolve MT
Mato Grosso
A carreira acadêmica sempre foi um espaço familiar para Wanessa Faria, que dedicou anos à pesquisa e à cosmetologia. Mas, diante das limitações do mercado científico no Estado, ela decidiu transformar esse conhecimento acumulado em prática: empreender na área que, desde cedo, alimentava sua curiosidade e encantamento.
A farmacêutica e cirurgiã-dentista teve a primeira formação em 2011, da graduação ao pós doutorado e de volta às salas de universidade, mas dessa vez como professora, ela construiu uma carreira sólida e a estética sempre esteve presente. Mas foi durante o pós-doutorado que surgiu o produto que daria nome ao próprio empreendimento.
Desenvolvida a partir de uma pesquisa científica, que resultou em uma patente própria, a linha Tugani utiliza micropartículas de extratos de café verde, ativo com poder antioxidante superior ao da vitamina C. Vegana e clean label, ou seja, formulada com ingredientes mais limpos e transparentes, a coleção reúne sabonete facial, água micelar, gel creme e roll-on para a área dos olhos. Pensados para o uso diurno, os produtos potencializam a ação do protetor solar e ajudam a reduzir os danos causados pela radiação e pela poluição.
Em 2017, com a portaria que permitia a profissão de farmacêutico atuar na área de injetáveis na estética, Wanessa deu início à 2° graduação em odontologia. “Sou farmacêutica e tenho muito orgulho da minha formação, mas meu sonho de infância sempre foi ser dentista. A odontologia me abriu a oportunidade de aprofundar o estudo da anatomia facial e ampliar meus conhecimentos em estética, além de atuar diretamente na saúde bucal. Porque, antes de tudo, estética também é saúde.”, afirma.
O negócio começou com um CNPJ que carregava o nome da própria empreendedora. Em 2025, já com a odontologia incorporada aos atendimentos e uma proposta mais ampla, Wanessa transformou a marca em Instituto Tugani. O nome, que nasceu com a linha de cosméticos, vem de um acrônimo de três palavras: tu de natural, gan de vegano e ni de orgânico. Além dos produtos, a clínica oferece atendimentos odontológicos, desde estética a implantes, harmonização facial e corporal, spa, terapia corporal, estética facial e terapias combinadas.
Com a clínica inaugurada, Wanessa decidiu que era o momento de investir na marca e fazê-la crescer. Foi assim que, depois de conhecer a Desenvolve MT através das redes sociais, ela solicitou o crédito através da linha Mulher Empreendedora. Wanessa investiu parte em capital de giro e o restante foi investido em marketing para a linha de cosméticos.
Para a empresária, uma boa comunicação com o público é fundamental para o crescimento e fortalecimento do negócio como marca. “Com o crédito, conseguimos melhorar nossa comunicação sobre os serviços e produtos da clínica. Criamos um site com o recurso e também organizamos nosso Instagram para divulgar melhor o que oferecemos.”, ressaltou.
Para Wanessa, empreender também significa aprender continuamente e buscar apoio para tomar decisões mais seguras. Ela reforça que muitas mulheres começam um negócio “na coragem”, assim como ela fez no início, mas acabam enfrentando desafios que poderiam ser amenizados com orientação adequada. “Eu mesma comecei me aventurando, sem tanta orientação, e acabei passando por muitas dificuldades. Por isso, para quem está começando, é fundamental buscar ajuda, adquirir conhecimento e se preparar. Resiliência, informação e um sonho bem estruturado fazem toda a diferença”, afirma.
*Com supervisão de Livia Rabani.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
Cuiabá3 dias atrásParque da Família recebe vistoria técnica e avança para entrega com nova estrutura de lazer na região Norte
-
Cultura4 dias atrásFestival de Gramado termina neste sábado com entrega dos troféus
-
Cultura3 dias atrásCom 4 kikitos, “Feito Pipa” é o grande vencedor do Festival de Gramado
-
Política5 dias atrásCoronel Fernanda se reúne com setor florestal e debate sobre burocracia e mudanças na legislação
-
Cultura5 dias atrásFestival de Inverno de Campina Grande vai até o dia 30 de agosto
-
Política6 dias atrásMAPA recua e deve revogar regras de agrotóxicos e grãos após cobrança de Coronel Fernanda
-
Política5 dias atrásEmissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral
-
Política5 dias atrásGilberto Mello lança candidatura a deputado federal em Chapada dos Guimarães
