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“Hoje o bandido mata e não fica nem três anos na cadeia”, critica Mauro Mendes

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O pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (União) afirmou que a sensação de impunidade alimenta a criminalidade no Brasil e defendeu o endurecimento das penas como forma de reduzir a violência.

Em entrevista à Jovem Pan Cuiabá, nesta terça-feira (28.07), ele criticou a progressão de regime, disse que homicidas deixam a prisão cedo demais e afirmou que o Código Penal, de 1940, precisa ser reformado.

“Hoje o cara vai lá, mata, pega 12 anos, 15 anos, cumpre um sexto da pena, passa dois, três anos na cadeia e sai. Quem é condenado a até nove anos já começa no semiaberto, então ele não tem medo de cometer crimes. Nós temos que mudar isso. O cidadão precisa saber que, se cometer um crime, vai cumprir a pena”, defendeu.

Para Mauro, a sensação de impunidade fez o medo passar a fazer parte da rotina dos brasileiros.

Segundo ele, quem tem condições financeiras busca refúgio em condomínios fechados, instala cercas elétricas, alarmes e câmeras e, em alguns casos, compra carros blindados. Já quem não pode arcar com esses custos permanece exposto à criminalidade.

“A sensação de impunidade dominou o país. As leis brasileiras são muito frouxas. A polícia prende, mas a Justiça solta porque precisa cumprir a lei. Hoje existem ONGs, existem instituições para defender o bandido. Mas alguém conhece alguma para defender as vítimas do bandido? Se a polícia vai lá e dá um cacete num bandido, os direitos humanos tratam ele como coitadinho, vítima da sociedade. Mas e a família destruída pelo bandido? Quem defende? Há uma subversão de valores nesse país”, argumentou.

De acordo com o o ex-governador de Mato Grosso, o principal problema está no Código Penal Brasileiro, elaborado em 1940, cujas alterações ao longo das últimas décadas não foram suficientes para acompanhar a evolução da criminalidade, passando a percepção de que o crime compensa.

Segundo Mauro, todos os países que hoje são modelos de Segurança Pública já aplicaram pena de morte ou prisão perpétua, o que ajudou a consolidar uma cultura de respeito às leis.

“O Brasil precisa seguir o mesmo caminho e recuperar a capacidade de inibir a prática de crimes por meio da certeza da punição. São mais de 40 mil assassinatos por ano. Essa impunidade levou a tudo isso. Nós temos que mudar profundamente o Código Penal para restabelecer o medo da punição. A pessoa tem que pensar duas vezes antes de cometer um crime e saber que vai pagar por aquilo que fez”, finalizou.

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Em evento político, Pivetta e Mauro lembram de pegar estado quebrado

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), lembrou nesta terça-feira (28) o cenário de “terra arrasada” que encontrou ao assumir a gestão como vice de Mauro Mendes (União) em 2019.

Pivetta fez essa declaração durante o lançamento da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos). O evento ocorreu na sede do Republicanos em Cuiabá, chamada de Casa 10, e teve a participação dos ex-senadores Cidinho Santos (PP) e Mauro Carvalho. Outras lideranças políticas também estiveram presentes.

Durante seu discurso, o governador lembrou que em 2019, quando era vice-governador de Mendes, as contas do estado estavam desreguladas. Em seguida, pontuou que, caso seja eleito governador neste ano, assumirá o posto com finanças organizadas e disponíveis.

“Vou me apresentar para continuar escrevendo essa história com capítulos mais vibrantes e emocionantes do que Mauro Mendes escreveu. É obrigação do governante que vem fazer melhor do que aquele que passou. Ele deixou um estado melhor. Quando ele assumiu, ficou dois anos patinando para acertar as contas. Eu estou assumindo com as contas em dia, então tenho obrigação de ser melhor e me proponho a ser”, afirmou.

Além disso, Pivetta citou a escassez de recursos oriundos do Governo Federal na época e explicou que alinhou com Mendes uma estratégia municipalista para aumentar a arrecadação do estado. Segundo ele, a partir desse momento, MT se tornou o estado mais próspero do Brasil.

“Falei para o Mauro: vamos fazer um governo municipalista. É nas cidades que as pessoas vivem e o governo tem que ajudar a ficarem melhores para proporcionarem uma vida melhor ao povo. Nós iniciamos, então, um ciclo de prosperidade. Isso só foi possível porque MT tem um povo trabalhador. Um povo que paga impostos. Com esse dinheiro, transformamos MT no estado mais próspero do Brasil”, pontuou.

Mendes acrescentou que as gestões corruptas do histórico de Mato Grosso foram superadas e disse torcer para não ocorrerem novamente.

“Perdemos a eleição para um governador que confessou que o dinheiro do estado foi roubado. Experimentamos o tempo de incompetência, mas graças a Deus isso ficou para trás e espero que jamais volte para a história”, lembrou.

Exemplos de transformação

O governador Otaviano Pivetta destacou que a melhoria da saúde pública em Mato Grosso é um exemplo dos resultados possibilitados por uma administração exitosa.

“Vamos fazer mais seis grandes hospitais, construídos com método moderno e [nível] muito acima dos particulares. Não é pouca coisa. É tradicional em MT que pessoas com dinheiro viajem a São Paulo para se tratarem. Nós trouxemos a saúde de São Paulo para Cuiabá, para que todo cidadão mato-grossense possa entrar em um hospital de alta qualidade”, contou.

A educação foi outro contexto de transformação citado pelo governador. Conforme ele, o melhor sistema de infraestrutura escolar do Brasil está sendo implantado no estado.

“Nas escolas, assumimos um cenário de terra arrasada. Nós transformamos nossas escolas e estamos neste processo fazendo o melhor sistema de infraestrutura escolar do Brasil. MT, com mais meia dúzia de anos, terá a melhor infraestrutura de escola pública do Brasil”, garantiu.

Pivetta, por fim, fez um comparativo e avaliou que o crescimento econômico da China é inferior ao de Mato Grosso. Ele ressaltou a atuação do governo estadual em prol do desenvolvimento.

“Nos últimos sete anos e meio, MT cresceu uma média de 8% ao ano, com crescimento real de 54%. A China não cresceu isso. Nenhum lugar fez isso. O Governo do Estado soube fazer sua parte”, completou.

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