Cultura
Cabaceiras terá primeiro Memorial do Cangaço da Paraíba
Cultura
A cidade de Cabaceiras, distante cerca de 190 km de João Pessoa, acaba de ganhar um importante espaço cultural de preservação da cultura nordestina: o Memorial do Cangaço da Paraíba. O espaço é o primeiro do gênero em todo o estado dedicado exclusivamente a reunir peças, obras, figurinos, fotos, documentos e outros elementos que preservam a memória do cangaço e de suas principais personalidades.

O museu proporcionará aos moradores e visitantes uma verdadeira imersão em um dos períodos mais marcantes da história do Nordeste e também vai fortalecer a Rota do Cangaço, uma importante força turística da região, como destaca o prefeito de Cabaceiras, Ricardo Aires.
“Trouxemos [o memorial] aqui à Cabaceiras, para o antigo prédio da cadeia pública. E tem uma participação também na história de Antônio Silvino, um dos primeiros cangaceiros, antecessor de Lampião. Isso vai fazer com que nós tenhamos ainda um aumento do fluxo de visitantes à nossa região, ao município de Cabaceiras, e eu tenho certeza que, a partir dessa iniciativa, nós teremos um grande desenvolvimento, além do turismo, além do cinema, além da cultura nordestina, agora o Roteiro do Cangaço.”
A antiga cadeia pública, conhecida como Bastilha do Cariri, possui ligação com momentos históricos ligados ao cangaço, incluindo histórias relacionadas a Antônio Silvino, conhecido como “Rifle de Ouro”, um dos nomes mais conhecidos do movimento antes de Lampião, segundo relato de pesquisadores. O memorial também destaca o trabalho e personalidades ligadas às forças de segurança da época no combate aos cangaceiros.
A previsão é que o memorial, localizado na Rua 4 de Julho, possa receber o público visitante já no início do próximo mês, segundo o secretário Municipal de Turismo e Cultura, Toninho Menezes.
“Teremos uma semana para capacitar os nossos guias, para catalogar tudo que a gente tem aqui de equipamentos históricos e, a partir de 1°de julho, você poderá ter acesso livre para visitar o nosso Memorial do Cangaço.”
Roliúde
O foco no cangaço, na cultura nordestina e sertaneja, o casario típico das cidades do interior e a inserção geográfica na caatinga fez com que Cabaceiras passasse a ser conhecida nos últimos anos com a Roliúde Nordestina.
Mais de 70 obras do audiovisual foram produzidas na cidade nas últimas décadas, entre elas, o filme Cinema, Aspirina e Urubus; as séries Maria e o Cangaço e Cangaço Novo e a novela Cordel Encantado.
* Com sonoplastia de Jailton Sodré.
Cultura
Artistas comentam desafios e oportunidades na carreira
O Dia do Artista, comemorado em 24 de agosto, chama atenção para a importância daqueles que transformam criatividade e talento em trabalho. Marcele Catarini, desde os três anos, é bailarina e hoje é professora de dança. Ela comenta como se profissionalizar na área.

“Trabalhar com a arte tem suas dificuldades, porém ser artista é mais uma necessidade íntima e inevitável de expressão do que algo como trabalho. Mas, claro, somos artistas profissionais que persistem em meio a muita desvalorização e descaso ainda. Mas sabemos que um dia melhorará.”
A dedicação e a formação são importantes para quem deseja seguir carreira artística, mostrando que o desenvolvimento de habilidades e a busca por conhecimento são fundamentais para conquistar espaço no mercado. Alcivã Moraes, do município de Guarapé-Miri, é pintor e desenhista há 19 anos e fala sobre as oportunidades de trabalhar com a arte.
“A partir dos três, eu comecei a me interessar muito pela pintura. Por conta própria, eu pintava em tecidos, comprava algumas tintas de tecido que não eram tintas adequadas, mas era só mesmo para seguir a paixão, o amor à arte. Daí, então, fui fazendo alguns trabalhos. Tudo começou na escola, sendo fundamental: trabalhos que eu fazia muito para os colegas de ciências, inclusive alguns concursos também de que a escola participava, intermunicipais, a respeito de desenho artístico e outros tipos de concursos. E eles me colocavam.”
O mercado de trabalho artístico oferece diversas possibilidades, mas viver da própria produção exige planejamento, persistência e criatividade. Além dos artistas que criam e apresentam suas obras, a produção cultural também envolve professores, críticos, diretores e outros profissionais que contribuem para fortalecer a arte na sociedade.
Para quem sonha em viver de criatividade, o caminho envolve experiência, dedicação e busca constante por novas oportunidades.
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