Política
Rota do Respeito amplia prevenção à violência contra a mulher em MT
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A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso apresentou nesta segunda-feira (24), durante o programa Painel, da Rádio 89,5 FM, apresentado pelo jornalista Bruno Pini, o balanço das ações desenvolvidas pelo projeto Rota do Respeito no primeiro semestre de 2026, entre março e junho.
Participaram da entrevista o gerente da Procuradoria Especial da Mulher, Ítalo Guilherme, e a responsável pelo Grupo de Prevenção da PEM/ALMT, Dani Paula. Segundo eles, nesse período foram promovidas 18 atividades em diferentes regiões do estado, com cerca de 6 mil quilômetros percorridos para levar informação, conscientização e prevenção da violência contra a mulher.
Mais do que oferecer atendimento, a proposta da Rota do Respeito é fazer a prevenção chegar até as pessoas. Por meio de palestras, rodas de conversa, oficinas, capacitações e outras atividades educativas, o projeto aborda temas como identificação das diferentes formas de violência, respeito, fortalecimento das mulheres, cultura de paz e construção de relações mais saudáveis.
No primeiro semestre, a iniciativa esteve em Tangará da Serra, Rondonópolis, Feliz Natal, Pedra Preta, Cláudia, Poxoréu, Planalto da Serra e Nova Brasilândia. Em Cuiabá, foram realizadas ações em diferentes locais, incluindo o bairro Pedra 90. O projeto também promoveu uma atividade on-line em parceria com o Instituto de Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT).
A responsável pelo Grupo de Prevenção, Dani Paula, explica que o trabalho da Procuradoria envolve acolhimento psicossocial e orientação jurídica, mas também tem como eixo fundamental a educação para a prevenção.
Na Procuradoria, são realizados o acolhimento psicossocial e a orientação jurídica, além de ações educativas voltadas à população. “Nós falamos para o público masculino em um processo de conscientização mesmo, de ‘venha conosco’. Já para o público feminino, o foco é incentivar a percepção dos próprios limites, do corpo e dos primeiros sinais de violência”, afirmou.
A Rota do Respeito, segundo ela, foi criada com o propósito de contribuir para uma mudança cultural. “A gente vem construindo algo que vai muito além do combate à violência contra a mulher. É uma mudança de pensamento, de comportamento e de atitude”, destacou.
A diversidade de públicos é uma das características da Rota do Respeito. Ao longo do primeiro semestre, as atividades alcançaram mulheres, mães atípicas, integrantes de grupos de apoio oncológico, policiais militares, estudantes universitários, servidores públicos, comunidades e profissionais que atuam nas Procuradorias da Mulher.
Os conteúdos são definidos de acordo com as necessidades de cada público e realidade local. Entre as atividades realizadas, estão palestras sobre autocuidado e fortalecimento da mulher, sororidade e empoderamento, cultura de paz e Comunicação Não Violenta (CNV), além de workshops sobre oratória em temas sensíveis e oficinas, como a “Entre Pedras e Balões”, voltada à reflexão e à prevenção de diferentes formas de violência.
Segundo Ítalo Guilherme, as atividades terão continuidade no segundo semestre. Em razão do calendário eleitoral, a programação está temporariamente suspensa e será retomada após as eleições, com ações voltadas à campanha Outubro Rosa.
“A gente tem algumas programações que nos solicitaram e vamos levar palestras às mulheres e aos homens até o final do ano. Já estamos com a agenda quase cheia”, explicou.
A interiorização é um dos principais eixos da Rota do Respeito. Ao levar ações preventivas aos municípios, a Procuradoria amplia o acesso à informação e cria espaços para discutir a violência antes que os casos evoluam para situações mais graves.
A presença da equipe da PEM no interior também permite aproximar a Assembleia Legislativa das Câmaras Municipais, dos vereadores, dos servidores e das instituições que integram as redes locais de proteção. Essa articulação contribui para outro objetivo da Procuradoria: estimular a criação e o fortalecimento das Procuradorias da Mulher nas Câmaras Municipais.
Atualmente, segundo Ítalo Guilherme, a Procuradoria da Mulher está instalada em 50 Câmaras Municipais de Mato Grosso. “É um número expressivo. A gente fica feliz porque muitas das iniciativas, embora façamos esse trabalho de expansão, partem dos próprios vereadores. Em Pedra Preta, por exemplo, a Câmara é presidida por um vereador jovem e a implantação da Procuradoria foi uma iniciativa dele”, explicou o gerente da PEM.
As Procuradorias da Mulher nas Câmaras Municipais têm papel importante na ampliação das portas de acesso à informação e à rede de proteção. Por estarem presentes nos municípios, as Câmaras podem abrigar estruturas voltadas ao acolhimento, à orientação e ao encaminhamento das mulheres aos serviços especializados.
Essas Procuradorias não substituem delegacias, Defensoria Pública, Ministério Público, serviços de saúde ou assistência social. A função dessas estruturas é ampliar os canais disponíveis para que a mulher encontre orientação e seja encaminhada ao serviço adequado, além de desenvolver ações permanentes de prevenção e defesa dos direitos das mulheres.
A atuação da Rota do Respeito e o fortalecimento das Procuradorias da Mulher fazem parte de uma mesma estratégia: ampliar a prevenção e fortalecer a rede de proteção em Mato Grosso. Enquanto a Rota leva informação e ações educativas aos municípios, a expansão das Procuradorias contribui para aumentar a capilaridade dos espaços de orientação e encaminhamento.
Fonte: ALMT – MT
Política
Gilberto Mello apresenta bandeira nacional para candidatura: fim das bets e plataformas de apostas
O combate às apostas online será uma das principais bandeiras de Gilberto Mello em sua candidatura a deputado federal. Durante o lançamento de sua campanha, em Chapada dos Guimarães, o candidato pelo PL afirmou que pretende levar ao Congresso Nacional uma proposta pelo fim das bets no Brasil e de plataformas de apostas, como Tigrinho.
Para Gilberto, a expansão das plataformas de apostas deixou de ser apenas uma questão de entretenimento e passou a representar um problema econômico, social, e principalmente de segurança pública.
Segundo os dados citados pelo candidato, os brasileiros perderam mais de R$ 37 bilhões em apostas legalizadas somente em 2025.
Para Gilberto, o valor chama atenção quando comparado aos R$ 31 bilhões estimados para movimentar a economia com a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
“O trabalhador recebe um alívio no imposto. Do outro lado, uma parte desse dinheiro corre o risco de sair do bolso da família e terminar no bolso das plataformas de apostas”, afirmou.
Mato Grosso tem cerca de 612 mil apostadores
Gilberto também destacou a dimensão do problema em Mato Grosso. De acordo com o dado apresentado, aproximadamente 612 mil pessoas no Estado já apostaram pela internet.
“Eu não sou contra a liberdade de escolha. Sou contra deixar o cidadão indefeso diante de quem ganha dinheiro com a sua perda”, afirmou.
Ele também relaciona o crescimento das bets ao endividamento, aos conflitos familiares e a outros impactos sociais, como aumento da criminalidade e ação de facções criminosas.
Gilberto Mello analisa que a cultura das apostas pode transmitir ao cidadão a falsa ideia de que é possível mudar de vida rapidamente por meio de um clique. “Todas as batalhas e injustiças que já enfrentei me mostraram que não existe vitória sem luta”, declarou.
A defesa do fim das bets também é apresentada por Gilberto como uma pauta de proteção às novas gerações. O candidato afirma que é necessário proteger crianças, jovens e famílias da exposição às plataformas de apostas, especialmente pelo acesso facilitado por celulares.
Bandeira nacional
Gilberto pretende transformar a pauta em uma das prioridades de seu mandato caso seja eleito. A proposta, segundo o candidato, não se limita à fiscalização das plataformas, mas busca discutir a própria permanência das bets no país.
“E é por isso que, na Câmara Federal, vou lutar pelo fim das bets e, principalmente, vou defender tudo aquilo que faz uma nação forte: família, honra, liberdade e respeito pelo dinheiro de quem luta honestamente todos os dias”, afirmou.
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