Cultura
Teatros da Amazônia são reconhecidos como Patrimônio da Humanidade
Cultura
Os dois mais importantes teatros da Amazônia agora fazem parte do Patrimônio Mundial da Humanidade.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira durante a reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco realizada na cidade de Busan, na Coreia do Sul.
A candidatura brasileira apresentou o Teatro Amazonas e o Teatro da Paz como um único bem cultural, denominado “Teatros da Amazônia”.
A proposta foi aprovada por reconhecer o papel dos dois espaços na preservação da memória, da arte e da identidade cultural da região amazônica.
Construídos durante o ciclo da borracha, os dois teatros representam o período de grande desenvolvimento econômico vivido pela Amazônia no final do século XIX.
Além disso, são considerados exemplos da influência das artes e da arquitetura europeia na formação cultural brasileira.
O título concedido pela Unesco também deve contribuir para o fortalecimento do turismo cultural e para a ampliação das ações de preservação dos dois monumentos, que já são referências nacionais pela sua beleza e importância histórica.
Em Manaus, o Teatro Amazonas é um dos principais cartões-postais da cidade e palco de eventos como o Festival de Ópera do Amazonas.
Já o Teatro da Paz, em Belém, é uma das mais antigas e tradicionais casas de espetáculos do país.
Com o reconhecimento internacional, os Teatros da Amazônia passam a integrar o grupo dos mais importantes bens culturais do mundo, reforçando o papel da região como guardiã de um patrimônio histórico, artístico e cultural de valor universal.
Cultura
Cristiane Sobral exalta a literatura preta no Viva Maria
O programa Viva Maria desta segunda-feira, 27, convida os ouvintes para um mergulho profundo na literatura e na resistência feminina negra. Em comemoração ao Julho das Pretas e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela, a edição recebe a escritora Cristiane Sobral para uma conversa sobre o poder transformador da palavra.

O programa destaca a homenagem prestada à “heroína da pátria”, Carolina Maria de Jesus, durante o Festival de Inverno do Sesc em Brasília. Sobral, que é madrinha de um clube de leitura com mais de 300 participantes, discute como a obra de Carolina continua a ser um pilar de esperança e sobrevivência para mulheres negras brasileiras, defendendo, inclusive, a maior presença dessas obras em escolas e espaços prisionais.
Além das reflexões sobre o legado de grandes autoras, Cristiane Sobral traz uma novidade exclusiva: o lançamento de seu novo romance, intitulado “Para não chorar no fim”, previsto para setembro. A obra promete dar visibilidade aos cenários da periferia do Distrito Federal e da UnB, reforçando a importância da pertença e da identidade na literatura nacional.
A edição também repercute a sinergia da 12ª Marcha das Mulheres Negras, que mobilizou o Brasil no último fim de semana, e celebra nomes inesquecíveis como Clementina de Jesus, Conceição Evaristo e Lélia Gonzalez.
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