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Conciliação ambiental busca acelerar resolução de conflitos

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor-MPMT), participa da 9ª edição do Mutirão de Conciliação Ambiental. A ação é realizada no Complexo dos Juizados Especiais da Capital e segue até a próxima quarta-feira (26). O foco é a resolução consensual de conflitos ambientais e a regularização de passivos por meio do diálogo entre as partes envolvidas.Durante a abertura, a procuradora de Justiça, ouvidora-geral do MPMT e procuradora especializada na Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, destacou a importância da cooperação entre as instituições para garantir resultados efetivos. “Este mutirão visa resolver conflitos que poderiam perdurar por muitos anos. Nosso objetivo é alcançar efetividade, resolutividade e satisfação para todos os envolvidos”, afirmou.O coordenador do Compor-MPMT, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko, ressaltou o papel do trabalho conjunto na busca por soluções ambientais. “Agradecemos o empenho dos servidores, dos parceiros e das instituições que tornam possível esta iniciativa, contribuindo para agilizar a proteção ambiental e promover a regularização de forma socialmente responsável”, pontuou.A expectativa é que cerca de 150 procedimentos relacionados a autos de infração ambiental sejam analisados ao longo da semana. Os casos foram previamente cadastrados no Processo Judicial Eletrônico (PJe) como Registros Pré-Processuais e serão submetidos a tentativas de conciliação.De acordo com o juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, Emerson Cajango, o mutirão se consolidou como uma referência nacional na área ambiental. “Chegamos à nona edição com a expectativa de superar os resultados do ano passado. É uma iniciativa inovadora que só alcança sucesso graças à integração entre as instituições parceiras”, destacou.Segundo o magistrado, a conciliação tem se mostrado um importante instrumento para solucionar conflitos ambientais complexos. “Aqui conseguimos reunir soluções nas esferas administrativa, cível e criminal, oferecendo segurança jurídica e permitindo que o infrator regularize sua situação e retorne à produção dentro da legalidade”, explicou.A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, enfatizou o caráter transformador da iniciativa, especialmente após a experiência do primeiro mutirão itinerante realizado em Apiacás. “Percebemos como o mutirão pode transformar vidas, levando informação e oportunidades de regularização a pessoas que muitas vezes não tinham esperança de retornar à legalidade”, afirmou.O gestor do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), Sebastião de Moraes Júnior, destacou que a construção de soluções depende da atuação integrada das instituições. “A cultura da consensualidade fortalece uma justiça que, além de decidir, cria espaços para o diálogo e para a construção conjunta das soluções”, observou.Representando a Polícia Judiciária Civil, o delegado Marcelo Maidani, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, reforçou a importância dos acordos para a reparação dos danos causados. “Esperamos que os acordos sejam concretizados. O objetivo maior é a reparação do dano ambiental e a prevenção de novos conflitos”, disse.O principal objetivo do mutirão é fomentar a regularização ambiental por meio da celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), possibilitando a recuperação de áreas degradadas e uma resposta mais célere e eficiente do Poder Público às demandas ambientais.As audiências ocorrem em pauta concentrada, com a participação de conciliadores e mediadores capacitados. Pelo Ministério Público de Mato Grosso, atuam diretamente nas audiências as promotoras de Justiça Alice Cristina de Arruda e Silva Alves e Roberta Câmara Vieira Jacob, além dos promotores de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, Bricio Britzke, Adalberto Biazotto Junior, Lysandro Alberto Ledesma, Marcelo Caetano Vacchiano e Arthur Yasuhiro Kenji Sato.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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AMM orienta prefeitura de Cuiabá sobre procedimentos para aquisição de produtos da agricultura familiar

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A equipe técnica da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) participou, nesta terça-feira (25), de uma reunião na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá para orientar gestores e servidores sobre os procedimentos necessários para a aquisição de produtos da agricultura familiar destinados à alimentação escolar.

A legislação federal estabelece que os municípios devem aplicar, no mínimo, 45% dos recursos repassados pelo governo federal para a alimentação escolar na compra de produtos da agricultura familiar. Com a utilização de recursos próprios, esse percentual pode ser ampliado, chegando a até 100% dos investimentos destinados à aquisição desses produtos.

A reunião foi conduzida pela gerente de Agricultura Familiar da AMM, Nathacha de Carvalho, que apresentou as principais etapas para a execução das compras públicas, incluindo a verificação orçamentária, definição do cardápio escolar, abertura de chamada pública para os agricultores familiares, elaboração dos projetos de venda pelos produtores, análise das propostas e formalização dos contratos administrativos. “A AMM está trabalhando para orientar as prefeituras sobre todos os procedimentos necessários, oferecendo suporte técnico para que os processos sejam realizados com segurança jurídica e eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.

Cuiabá possui atualmente 194 escolas municipais e atende cerca de 61 mil alunos, o que amplia a importância da organização dos processos de aquisição e da participação dos produtores locais no fornecimento de alimentos para a alimentação escolar.

Durante a reunião, a equipe técnica da AMM apresentou orientações jurídicas, técnicas e contábeis relacionadas a todas as etapas do processo de compra, além de enfatizar a importância da  elaboração do Plano Municipal de Agricultura Familiar (PMAF), sanar dúvidas dos participantes e reforçar os procedimentos necessários para uma gestão mais eficiente e segura.

A instituição também está estruturando um planejamento para levar essa capacitação aos demais municípios de Mato Grosso, disponibilizando modelos de documentos e instrumentos que poderão auxiliar as prefeituras na execução dos procedimentos.

O secretário de Educação de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, destacou a importância da parceria com a AMM para o aprimoramento das ações municipais. “A reunião foi muito proveitosa, com muitos esclarecimentos e informações técnicas para a equipe. Esse encontro foi resultado de uma visita ao presidente da AMM, que disponibilizou as equipes técnicas para nos apoiar nesse processo”, afirmou.

O secretário de Agricultura de Cuiabá, Vicente Falcão, ressaltou que a aquisição de produtos da agricultura familiar envolve diferentes áreas da administração pública e depende de ações integradas. “É uma política pública transversal. A agricultura trabalha na preparação e no fortalecimento da produção, enquanto a educação realiza a aquisição dos produtos. Precisamos alinhar as políticas públicas e as ações devem estar voltados para o bem estar dos alunos da rede municipal”, pontuou.

Indicadores municipais
A coordenadora técnica e contábil da AMM, Waldna Fraga, destacou que a aquisição de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar também contribui para a composição dos indicadores utilizados na distribuição de receitas aos municípios.
O Índice Municipal de Agricultura Familiar (IAF) integra o cálculo do Índice de Participação dos Municípios (IPM), utilizado na definição do repasse do ICMS destinado aos municípios mato-grossenses.

Segundo Waldna, diante das mudanças promovidas pela reforma tributária, os municípios precisam fortalecer o planejamento, aprimorar a gestão das informações e manter políticas públicas estruturadas que contribuam para a melhoria dos indicadores municipais.

Nos últimos anos, a AMM tem ampliado o apoio técnico às prefeituras e aos produtores rurais, com ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, à melhoria dos processos de comercialização e à criação de mecanismos que estimulem a produção local.

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