Opinião
O futuro que podemos construir para Mato Grosso
Opinião
Por Max Russi
Ao longo da minha trajetória, aprendi que ocupar uma posição de liderança não significa colocar-se sempre à frente dos demais. Em muitos momentos, significa criar as condições para que todos possam avançar.
É esse princípio que tenho levado para a presidência estadual do Podemos: fortalecer um grupo para contribuir com um Mato Grosso ainda mais forte.
Construímos um projeto no qual acredito profundamente. Temos lideranças experientes, novos nomes, homens e mulheres que conhecem seus municípios e carregam diferentes histórias e formas de enxergar Mato Grosso. Nossa força está justamente nessa diversidade.
Tenho confiança na capacidade desse grupo de ampliar nossa representação política. Trabalhamos para formar uma bancada sólida na Assembleia Legislativa e também assegurar presença na Câmara dos Deputados.
Mas nossa ambição não pode se resumir ao número de cadeiras conquistadas. Queremos representação para defender os municípios, fortalecer políticas públicas, ampliar oportunidades e fazer com que o desenvolvimento de Mato Grosso seja percebido, de fato, na vida das pessoas.
Esse é o projeto que escolhi liderar. Não é a iniciativa de uma pessoa, mas uma construção coletiva.
Sempre soube que minhas decisões teriam consequências não apenas para a minha trajetória, mas também para muitas pessoas que confiaram nesse propósito. Porque a política não pode ser apenas uma sucessão de projetos individuais.
A verdadeira força política surge quando conseguimos reunir pessoas em torno de um objetivo, estabelecer relações de confiança e compreender que ninguém realiza grandes transformações sozinho.
É assim que enxergo o Podemos em Mato Grosso: um partido que cresce porque reúne pessoas, respeita suas lideranças e acredita na força do coletivo.
Mato Grosso vive um momento extraordinário de sua história. Somos protagonistas na produção agrícola, temos uma economia vigorosa e cidades que crescem rapidamente. Mas ainda temos desafios importantes pela frente.
Nosso próximo passo é transformar cada vez mais essa potência econômica em qualidade de vida para a população.
Precisamos, principalmente, fortalecer os municípios.
Minha origem política me ensinou que é nas cidades que as políticas públicas realmente acontecem. É ali que a população procura atendimento, cobra resultados e espera respostas do poder público.
Por isso, acredito em um Mato Grosso construído a partir dos municípios, ouvindo quem conhece de perto suas necessidades e respeitando as diferentes realidades do nosso estado. Esse é o espírito que deve orientar a política: estar próximo da população, ouvir e transformar demandas em resultados.
Tenho orgulho do caminho que percorri. Cada responsabilidade que assumi veio acompanhada da confiança de muita gente. E essa credibilidade aumenta meu compromisso com o futuro.
Sei onde quero chegar. Quero liderar a consolidação de um grupo político forte, unido e preparado para representar Mato Grosso, contribuir para formar novas lideranças e ver nossas cidades cada vez mais fortalecidas e respeitadas.
O futuro que podemos construir para Mato Grosso será tão grande quanto a nossa capacidade de caminhar juntos. E é com confiança, unidade e coragem que seguimos em frente.
Max Russi é deputado estadual e presidente do Podemos em Mato Grosso.
Opinião
O que é mais importante para você?

Por Kamila Garcia
Certa vez ouvi uma frase que permaneceu comigo: “Uma vida sem propósito é uma vida infeliz”. Desde então, ela retorna acompanhada de uma pergunta aparentemente simples, mas capaz de abalar muitas das certezas que construímos: afinal, o que é mais importante para você?
Antes mesmo de nascermos, já representamos um propósito na vida de alguém. Somos imaginados, esperados e sonhados. Menino ou menina? Qual será o nome? O que será quando crescer? Antes mesmo de aprendermos a falar, muitas vezes já existem expectativas sobre nossa profissão, comportamento e futuro.
Crescemos carregando nossos próprios desejos, mas também expectativas que pertencem aos outros. Só que a vida acontece. Descobrimos habilidades, limites, vontades e caminhos que nem sempre correspondem ao projeto inicialmente pensado para nós.
Casa, escola, trabalho, amizades e relacionamentos ampliam nosso universo e despertam uma necessidade profundamente humana: ser aceito. Queremos ser amados, reconhecidos, queridos e admirados. Queremos pertencer. O problema começa quando, para caber no mundo do outro, diminuímos o espaço que ocupamos dentro de nós mesmos.
Quantas escolhas fazemos porque realmente queremos e quantas são motivadas pela necessidade de aprovação? Quantas vezes permanecemos em lugares e relações pelo medo de decepcionar alguém? Quantos sonhos abandonamos para corresponder às expectativas alheias?
O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, criador da logoterapia e autor de Em Busca de Sentido, dedicou grande parte de sua obra à compreensão da necessidade humana de encontrar significado para a própria existência. Para ele, a busca de sentido ocupa lugar central na vida humana. Não se trata simplesmente de buscar prazer ou evitar sofrimento, mas de encontrar razões que façam a existência valer a pena.
Essa reflexão nos leva novamente à pergunta: o que, de fato, é importante para você?
A vida nos coloca diante do sim ou do não, do ser ou ter, de permanecer ou partir, do insistir ou recomeçar. Talvez uma das escolhas mais difíceis seja decidir entre existir no outro ou existir em si mesmo.
Se perguntássemos aos nossos pais sobre o futuro ideal, talvez respondessem estabilidade, profissão, casamento, filhos e segurança. A sociedade acrescentaria dinheiro, reconhecimento, produtividade e patrimônio. Mas e se a pergunta fosse feita somente a você, sem plateia, comparação ou medo de julgamento?
Talvez a primeira resposta seja: ser feliz.
Mas nem tudo o que é importante é prazeroso. Criar um filho exige renúncias. Cuidar de alguém demanda esforço. Estudar requer disciplina. Encerrar uma relação pode causar sofrimento. Recomeçar provoca medo. Defender aquilo em que acreditamos pode nos custar algumas companhias.
Às vezes, escolher o que é mais importante também dói.
Propósito não significa viver sem dificuldades. Talvez seja compreender por que determinadas dificuldades ainda valem a pena.
Você é feliz com a vida que está construindo? Tem sido uma boa pessoa? Suas escolhas representam aquilo em que acredita ou apenas aquilo que esperam de você? Você está vivendo ou simplesmente cumprindo tarefas e ocupando um lugar no espaço?
Rever prioridades não é egoísmo. Mudar de direção não significa fracasso. Crescer também é reconhecer que aquilo que um dia foi essencial pode deixar de ser.
Podemos passar uma vida inteira tentando ser aquilo que esperam de nós e, ao final, perceber que faltou justamente a pessoa mais importante nessa história: nós mesmos.
Por isso, de tempos em tempos, faça a pergunta: o que é mais importante para você?
Talvez encontrar essa resposta seja o primeiro passo para descobrir o verdadeiro sentido de estar aqui.
*Kamila Garcia é bacharel em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, com pós-graduação em Psicanálise. Atualmente é estudante de Psicologia.
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